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DIA DAS MÃES

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Não há ninguém que, mesmo vergado pelo peso dos anos, não sinta um rasgo de nostálgica felicidade, por menor que seja, ao relembrar os descompromissados dias da infância. E, nessas incursões ao passado, com certeza para a grande maioria, estará presente a figura terna, carinhosa e sempre protetora de nossa querida mãe.

Recordar é viver, já dizia o poeta. E, em nossas reminiscências, revivemos todo o amor dessa criatura angelical, exteriorizado por gestos tão espontâneos e tão meigos. O colinho aconchegante, a mamadeira aquecida sempre naquela hora certa, o zelo e as preocupações pela nossa saúde, o acompanhamento das lições escolares, o sorriso, o conselho e até a repreensão. Tudo isso traduz-se, na linguagem universal dos homens, pela palavra Amor.

É bem verdade que alguns terão lembranças amargas e tristes ligadas à figura materna. Porém, esclarecidos hoje, pelo conhecimento da Doutrina Espírita, passamos a entender melhor aquelas mães que abandonam seus filhos ou as que se arrastam pela vida toda, lamentando-se, como se tê-los fosse peso maior que suas forças.

Na realidade, são companheiras de jornada, às voltas com sua imperfeições e deficiências, em duro aprendizado de harmonização com antigos desafetos. Também elas, como todos nós, lutam, sucumbem, reerguem-se e, muitas vezes, o que nos parece extrema fraqueza já representa enorme progresso em relação à sua vida anterior.

Assim, ao ensejo das comemorações do Dia das Mães, elevamos nosso pensamento ao Pai, em nome do Grupo Irmão Estevão, pedindo suas bençãos para todas as criaturas que nos deram a oportunidade da reencarnação, oferecendo-nos condições para acelerarmos nosso processo de evolução espiritual, mesmo sabendo, às vezes, quão dura e espinhosa seria a tarefa.

Flávio Paredes