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REFLEXÃO

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REFLEXÃO

A literatura espírita, vez por outra, vem nos alertando para dois aspectos preocupantes: o assédio das trevas para destruir um Centro Espírita e a situação, no plano espiritual, de espíritos que, em sua última roupagem carnal, pelejaram nas hostes da Doutrina, inclusive em funções de direção de Casas Espíritas, e que, surpreendendo todas as expectativas, atravessam momentos constrangedores de dor e sofrimento.

Quanto à ação da espiritualidade inferior para prejudicar e acabar com as casas espíritas, é um procedimento que, de nenhuma forma, nos deve surpreender, eis que é a eterna luta do mal contra o bem. O que nos deve preocupar, isso sim, são as nossas atitudes contrárias aos ensinamentos do Evangelho.

Aqui, buscamos o poder, mediante disputa de cargos e considerações; ali, somos os donos da verdade, exteriorizando a nossa vaidade e o nosso orgulho; acolá, fechando-nos em nosso casulo, deixamos de colaborar com esse ou aquele companheiro, porque, infelizmente, trabalhamos apenas para nós e não para o Cristo. E vai por aí adiante.

A tudo isso, aliam-se o egoísmo, a intolerância, a sensualidade, a falta de misericórdia para com o próximo, o julgamento errôneo, o preconceito, o comodismo, a indiferença, enfim, todos os defeitos inerentes à natureza humana no estágio atual. Em resumo, um "prato feito" para que a espiritualidade inferior aja com mais facilidade e nos desvie do bom caminho, nada obstante os esforços de nossos guias e mentores, os quais, entretanto, respeitam o nosso livre arbítrio.

Em termos de Centro, os mentores da Casa estão atentos e vêem o esforço - graças a Deus - de uma grande maioria de companheiros que realmente busca incessantemente, a reforma interior e que está sempre presente a todo chamamento para o trabalho, qualquer que seja. A espiritualidade referenda essa luta e, como consequência, neutraliza, em parte essa ação funesta. No final, se os propósitos do Centro forem elevados, o bem sempre vencerá o mal.

No entanto, quanto ao que se nos reserva após o desencarne, a espiritualidade nada pode fazer de excepcional, eis que antes de mais nada existe a Lei de Retorno, o mérito de cada um e, principalmente, a nossa responsabilidade aumentada com o conhecimento da Doutrina.

Por isso, meus amigos, vamos refletir sobre o assunto e se chegarmos à conclusão de que realmente precisamos aumentar a nossa vigilância - e, já de antemão, nos incluímos no grupo, vamos nos reposicionar e reverter qualquer processo negativo, certos de que, assim procedendo, estaremos não só preservando a nossa Casa Espírita mas também reservando para nós, quando chegar a hora, ao revés de dor e sofrimento, momentos de paz e alegria.

Flávio Paredes - GFEIE